quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ser ou não Ser

Hoje em dia parece ser fácil falar o que é e o que não é clichê. E incrivelmente, utilizando essa figura de linguagem a qual eu não me recordo o nome, ser clichê é muito clichê. Mas foquemos no título. Hamlet não me parece apropriado quando na verdade o principal desse texto deve se tratar a respeito das decisões que tomamos para definir nossas atitudes. Mas então surge uma nova pergunta: por que considerar então uma atitude uma forma de ser? Isso implicaria que a todo momento deveríamos estar de alguma forma agindo em nossas vidas. E sim isto realmente acontece. Tá, parece ser óbvio, mas será que realmente é obvio para nós? Quantas vezes entramos no ócio? Quantas vezes vasculhamos a internet, a TV, algum livro, o celular, e não encontramos nada, absolutamente nada para ocupar o tempo? Foco. Ser definitivo. Ser objetivo. Alguém me ensinou uma dinâmica do auto-conhecimento e dessa forma, aprendi que a minha estrada é reta. Ou seja, tenho objetivos e metas definidas em minha vida. A única questão é a forma como irei alcançá-las. Andando? Esperando que elas venham a mim?


Em uma época de dúvidas, perguntas são baratas. Eu definitivamente esbanjo perguntas. Em tudo.


É engraçado escrever em primeira pessoa e ao mesmo tempo se perguntar se eu realmente devo continuar a fazê-lo. Isso porque, como disse, esbanjo perguntas. Questões fazem bem à saúde, respostas talvez. Mas a dúvida nunca. A dúvida definha, apodrece. Justamente por isso esbanjo perguntas, para logo me livrar das dúvidas. Mas dessa forma, você pensa, terei sempre dúvidas porque se eu aprecio tanto a arte de perguntar... Aí é que está: a maioria das minhas perguntas são as suas respostas. Ser ou não ser uma pergunta? Sim, sempre ser pergunta. Resposta? Talvez. Estou em dúvida.

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