quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Morte

A idéia inicial do texto era sobre medo e esperança. Porém ir direto ao ponto muitas vezes é necessário. Me questiono , raramente, como o ser humano lida com a morte. E quando digo isso, me refiro principalmente à morte das pessoas mais próximas. Parece um tabu. Algo com que as pessoas não querem lidar. Obviamente, não é um dos melhores assuntos, mas da mesma forma, mostra o despreparo que a sociedade ( pelo menos a Ocidental ) possui com relação ao tema. Claro que a dependência, o amor, os sentimentos, os momentos, serão os combustíveis para a nostalgia que definhará os pensamentos daqueles que permanecerem. Porém, encaremos de uma forma diferente. Devemos perceber as nossas próprias conquistas, o desenvolvimento e o desenrolar da nossa própria vida, para nos darmos conta de que o legado foi transmitido. Aprender não é viver. Aprender é marcar algo de alguma forma na sua vida. E como aprendemos com eles! Eles que se foram, olham para nós, orgulhosos. Muitas vezes, em momentos de tristeza, pode ser que não percebamos isso, e ainda acreditemos ser o contrário de tudo, porém, no fundo, sentiremos o calor de seus braços, a suavidade da sua voz, e de alguma forma, inexplicavelmente, eles estarão lá, nos acolhendo e nos protegendo. Mas acima de tudo, nos ensinando que se a esperança é a ultima que morre, então para que sofrer com a morte?