quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quebra-Cabeça

A vida é como uma sequência de imagens. E essa sequência definitivamente não terá fim. Cada imagem representa um momento, uma passagem na vida de cada um. E a idéia é que compreendêssemos cada uma dessas passagens, para que pudéssemos seguir em frente e tirar lições e aprendizados mas certamente nem sempre é assim. As peças que formam cada imagem estão espalhadas por aí e demandam acima de tudo, sabedoria para que possamos completar esse quebra-cabeça...
Tempos de tribulação surgirão, e você pensará que nada mais faz sentido, que as peças que estavam se encaixando perfeitamente agora não formam mais aquela imagem que imaginara, formam apenas um esboço do que na verdade você tinha em mente. É que surgem períodos de escolhas, tempos em que terá que escolher entre começar do zero novamente, ou fazer emergir forças para continuar tentando desvendar esse enigma. Tempos de tribulação que lhe mostrarão quem são as pessoas com quem você pode contar...E quando aparentemente não há ninguém para conceder essa ajuda? Isolamento ou entrega?

Procurar o melhor em você ou os melhores para você?

E quando finalmente você completa a imagem, algo diferente acontece. Mais do que entender o passado, mais do que aproveitar o presente, você simplesmente enxerga sua existência. O sentido que faltava. O vazio que não estava preenchido agora não existe mais. A peça que não estava lá, agora é a última que transforma aquele esboço em uma imagem perfeita. Infelizmente nem é sempre assim que acontece. Infelizmente existem peças que nunca encontraremos, pois não somos perfeitos e nem sempre temos a sabedoria e a calma para acharmos a última peça. Então ficamos com problemas mal-resolvidos...Questões em nossa vida que preferimos deixar "embaixo do tapete". Mas será que vale a pena? Tentar completar outras imagens e deixar aquela de lado? Essa resposta cabe somente a cada um. E tenho certeza que outras respostas também estão por aí, à espera de serem encontradas. Ou começamos a busca, ou continuamos estagnados.

Estar incompleto é um momento. Ser incompleto é uma opção.

domingo, 4 de setembro de 2011

Coal

One thing remains...you know where it is but you know it will be a long and tough road to the path that leads to the core of the remaining stone. The main question now that keeps poppin up into my head is: ' I wonder if it is a shining diamond or a black and hard coal ' ... And if it's a coal, thats ok..Cause everything depends on the point of view...cause diamonds may cost a fortume, but only coal an make you warmer!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Passado

Ao mesmo tempo em que ele está presente no meu presente, ele tenta se fazer ausente. Muitos dizem que quem vive de passado é museu, mas será que todos que o dizem conseguem verdadeiramente se desvincular dos fatos ocorridos? Arrependimento. Não é simplesmente uma palavra, é um conjunto de pensamentos, emoções e forças que fazem qualquer indivíduo sair da sua zona de conforto. Arrepender-se demanda visão, capacidade de enxergar a realidade como ela é. Admitir que está arrependido demanda humildade, e isso certamente exige muita força de vontade. Força de vontade pois para ser humilde e entender o que ocorreu no passado, as pessoas precisam se desvincular do seu maior mal, o pecado original - o orgulho. O orgulho fere, mas também dá prazer. O orgulho é um invólucro que preserva o ser humano de ser atingido por todos ao seu redor, mas não o impede de atingir a si mesmo. E é aí que as estruturas se abalam.

E como então deixar o orgulho de lado e perceber que tudo o que aconteceu ou não aconteceu não está mais ao nosso alcance? Parece tão simples , " isso eu não posso mais mudar "... Mas será que é tão fácil admitir e perceber que existem situações irreparáveis? Não leia irreparável como uma palavra unica e exclusivamente negativa - a estabilidade de determinados eventos é justamente um fator que pode refletir seu sucesso... ou fracasso!

Fracasso. Parece um tanto quanto depressivo. Porém, se existe algo que eu aprendi, é que 'quando eu sou fraco, é que eu sou forte' . Resiliência - a capacidade de superar as adversidades. Mais do que dar a volta por cima, nós devemos deixar todos os adornos que vestimos e conseguir dar valor a nossa essência. Esses adornos fomos nós quem compramos, literalmente. Compramos as opiniões de outras pessoas, compramos a visão que os outros tem de nós e acabamos por nos julgar. Como isso pode dar certo? Nunca! Acabamos por mudar o curso das águas da nossa vida justamente por fatores que lhe são externos! Vivemos enclausurados em um mundo de opiniões alheias e ao mesmo tempo envolvidos por nosso orgulho, e dessa forma c a m i n h a m o s , tropeçando , levantando , c a m i n h a n d o , correndo....

O tropeço não é ruim. A ferida não é tão dolorosa. Não é dificil se levantar, é difícil escolher se levantar! O difícil é estar caído, olhar todos ao seu redor, acima de você, e perceber que as mesmas pernas que o fizeram cair, serão as mesmas que o farão levantar. Suas pernas. Sua vida. Suas escolhas. Águas passadas? Apenas quedas superadas!

E o maior arrependimento? Vi , vivi , caí , levantei . Passei. Passou. Será para sempre, apenas, o passado.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Morte

A idéia inicial do texto era sobre medo e esperança. Porém ir direto ao ponto muitas vezes é necessário. Me questiono , raramente, como o ser humano lida com a morte. E quando digo isso, me refiro principalmente à morte das pessoas mais próximas. Parece um tabu. Algo com que as pessoas não querem lidar. Obviamente, não é um dos melhores assuntos, mas da mesma forma, mostra o despreparo que a sociedade ( pelo menos a Ocidental ) possui com relação ao tema. Claro que a dependência, o amor, os sentimentos, os momentos, serão os combustíveis para a nostalgia que definhará os pensamentos daqueles que permanecerem. Porém, encaremos de uma forma diferente. Devemos perceber as nossas próprias conquistas, o desenvolvimento e o desenrolar da nossa própria vida, para nos darmos conta de que o legado foi transmitido. Aprender não é viver. Aprender é marcar algo de alguma forma na sua vida. E como aprendemos com eles! Eles que se foram, olham para nós, orgulhosos. Muitas vezes, em momentos de tristeza, pode ser que não percebamos isso, e ainda acreditemos ser o contrário de tudo, porém, no fundo, sentiremos o calor de seus braços, a suavidade da sua voz, e de alguma forma, inexplicavelmente, eles estarão lá, nos acolhendo e nos protegendo. Mas acima de tudo, nos ensinando que se a esperança é a ultima que morre, então para que sofrer com a morte?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Arriscar




Aquela vontade repentina. Difícil de explicar. Fácil de sentir. Não tem como descrever. Simplesmente um dia você acorda e quer jogar tudo para o alto. Quer arriscar. Uma coisa nova. Coragem? É o combustível e geralmente, sempre está em falta nesses momentos. Mas será que é possível arriscar sem coragem? Não é a mesma coisa querer falar sem voz? O que poucos percebem é que falam com a voz somente aqueles que querem utilizar a voz para falar. Podemos falar com as mãos, com os pés, com os olhos, ou simplesmente com um sorriso. Então por que ter medo? Arriscar não parece um monstro mais. Parece uma pequena cobra venenosa. Ao mesmo tempo em que você sabe que você é maior do que ela e pode pisá-la, tem medo que ela acerte o seu ponto fraco, o âmago de todas as suas fraquezas e aí você estará perdido. Mas então não arriscar? Por causa do medo? Não vale a pena ter medo. Arriscar então parece algo ofensivo. Administrar o risco parece mais sensato. Porém menos prazeroso. Vale a pena ser hedonista nessas horas?

Fugir totalmente da rotina. Fazer o que você menos espera, e principalmente, o que o mundo menos espera de você. Loucura para uns. Rotina para outros. A principal questão é que a adrenalina está prestes a explodir pelo seu corpo. O sangue fervendo mais que o magma na boca do vulcão pronto para entrar em erupção. E então você vai. E vai para não mais voltar. Agora não tem mais como voltar. Você olha ao seu redor e ainda não acredita que foi capaz de entrar nessa. Entrar nessa roubada parece um bom complemento para a transitividade indireta aqui. Mas não é uma roubada. Pelo contrário. Você está ganhando uma série de sensações, pensamentos e experiências as quais nunca teve a oportunidade de estar em contato por causa de um simples elemento chamado medo. Mas agora ele não existe mais.



E quando você está no miolo da flor, no cofre do banco, do topo do Everest, você olha pra trás, e não vê mais algo arriscado. Mas você vê algo riscado. Um item. Dois. Uma lista de itens. Mais um. E assim você vai vivendo.



VIVENDO? Qual o sentido dessa frase? E assim você vai sobrevivendo, ou assim você consegue manter sua vida?

Você que escolhe!

Prefere sobreviver arriscando, ou manter uma vida arriscada?

Essa eu prefiro não arriscar. Ainda.

Responsabilidade

Começou. Eu pelo menos já senti um peso ao escrever o título desse texto. Responsabilidade. Um turbilhão de informações, momentos e palavras vem na minha cabeça ao ler essa palavra. É interessante tentar interpretar os meus pensamentos provocados por essa palavra. Um homem de terno. Uma conversa com os pais. Uma folha de papel. Meu apartamento. Quantas coisas. Tudo tem um significado. É mais peculiar analisar o siginificado do primeiro homem de terno. Talvez uma de minhas metas, sendo esse o meu ideal de um profissional de carreira ascendente. Por que então foi a primeira imagem a vir em minha mente? É grande a probabilidade de eu acreditar que somente com responsabilidade alcançarei o objetivo em questão. Mas isso é uma análise superficial. Será que não estou pensando nas minhas responsabilidades de amanhã? Será que estou pensando no futuro? Ao mesmo tempo, logo me recordo de uma conversa com meus pais. Estou retrocedendo? Ou estou descrevendo uma linha do tempo? Meus pais me orientam de tal forma que eu devo ser de tal forma no futuro. Parece algo clichê. Obviamente os pais sempre idealizarão algo para os filhos, muitas vezes que não significa o que os filhos queiram e na estúpida gigante maioria dos casos, não é o rumo que os filhos tomam. Mas quem se importa? Eles claro. E a responsabilidade? Aonde fica? Caminha junto. Ou pelo menos deveria. O conceito de responsabilidade, acredito eu, abrange muito mais do que tarefas, direitos e deveres, e toda aquela coisa quase que catequética que a escola e a família nos transmitem. Acredito que a responsabilidade é quase que um nirvana. Sim, acredito que a responsabilidade seja um estado de espírito. Uma vez alcançada, você passará por uma série de experiências, modificações, prazeres, momentos inigualáveis.

Certo. Depois dessa descrição absurda e desconexa, devo argumentar meu ponto. Creio que uma vez alcançada, é difícil se perder a verdadeira responsabilidade. Isso porque, em um estado de evolução, a responsabilidade é a forma mais evoluída da maturidade. Claro. Sempre existirá a pergunta: quem surgiu primeiro: o ovo ou a galinha? Isso não sabemos. Mais o que sempre saberemos é que do ovo, nasce um ser que cresce e se torna uma galinha. E a galinha permanece galinha. Ela não torna a ser ovo em sua vida. Analogamente, posso dizer que existem pessoas maduras, ainda sem responsabilidade, ao passo que não consigo encontrar pessoas com responsabilidade e que são imaturas. Claro. Meu ponto de vista é o meu ponto de vista. Posso não ter maturidade. Mas, sou responsável pelos meus atos. E textos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ser ou não Ser

Hoje em dia parece ser fácil falar o que é e o que não é clichê. E incrivelmente, utilizando essa figura de linguagem a qual eu não me recordo o nome, ser clichê é muito clichê. Mas foquemos no título. Hamlet não me parece apropriado quando na verdade o principal desse texto deve se tratar a respeito das decisões que tomamos para definir nossas atitudes. Mas então surge uma nova pergunta: por que considerar então uma atitude uma forma de ser? Isso implicaria que a todo momento deveríamos estar de alguma forma agindo em nossas vidas. E sim isto realmente acontece. Tá, parece ser óbvio, mas será que realmente é obvio para nós? Quantas vezes entramos no ócio? Quantas vezes vasculhamos a internet, a TV, algum livro, o celular, e não encontramos nada, absolutamente nada para ocupar o tempo? Foco. Ser definitivo. Ser objetivo. Alguém me ensinou uma dinâmica do auto-conhecimento e dessa forma, aprendi que a minha estrada é reta. Ou seja, tenho objetivos e metas definidas em minha vida. A única questão é a forma como irei alcançá-las. Andando? Esperando que elas venham a mim?


Em uma época de dúvidas, perguntas são baratas. Eu definitivamente esbanjo perguntas. Em tudo.


É engraçado escrever em primeira pessoa e ao mesmo tempo se perguntar se eu realmente devo continuar a fazê-lo. Isso porque, como disse, esbanjo perguntas. Questões fazem bem à saúde, respostas talvez. Mas a dúvida nunca. A dúvida definha, apodrece. Justamente por isso esbanjo perguntas, para logo me livrar das dúvidas. Mas dessa forma, você pensa, terei sempre dúvidas porque se eu aprecio tanto a arte de perguntar... Aí é que está: a maioria das minhas perguntas são as suas respostas. Ser ou não ser uma pergunta? Sim, sempre ser pergunta. Resposta? Talvez. Estou em dúvida.