quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Morte

A idéia inicial do texto era sobre medo e esperança. Porém ir direto ao ponto muitas vezes é necessário. Me questiono , raramente, como o ser humano lida com a morte. E quando digo isso, me refiro principalmente à morte das pessoas mais próximas. Parece um tabu. Algo com que as pessoas não querem lidar. Obviamente, não é um dos melhores assuntos, mas da mesma forma, mostra o despreparo que a sociedade ( pelo menos a Ocidental ) possui com relação ao tema. Claro que a dependência, o amor, os sentimentos, os momentos, serão os combustíveis para a nostalgia que definhará os pensamentos daqueles que permanecerem. Porém, encaremos de uma forma diferente. Devemos perceber as nossas próprias conquistas, o desenvolvimento e o desenrolar da nossa própria vida, para nos darmos conta de que o legado foi transmitido. Aprender não é viver. Aprender é marcar algo de alguma forma na sua vida. E como aprendemos com eles! Eles que se foram, olham para nós, orgulhosos. Muitas vezes, em momentos de tristeza, pode ser que não percebamos isso, e ainda acreditemos ser o contrário de tudo, porém, no fundo, sentiremos o calor de seus braços, a suavidade da sua voz, e de alguma forma, inexplicavelmente, eles estarão lá, nos acolhendo e nos protegendo. Mas acima de tudo, nos ensinando que se a esperança é a ultima que morre, então para que sofrer com a morte?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Arriscar




Aquela vontade repentina. Difícil de explicar. Fácil de sentir. Não tem como descrever. Simplesmente um dia você acorda e quer jogar tudo para o alto. Quer arriscar. Uma coisa nova. Coragem? É o combustível e geralmente, sempre está em falta nesses momentos. Mas será que é possível arriscar sem coragem? Não é a mesma coisa querer falar sem voz? O que poucos percebem é que falam com a voz somente aqueles que querem utilizar a voz para falar. Podemos falar com as mãos, com os pés, com os olhos, ou simplesmente com um sorriso. Então por que ter medo? Arriscar não parece um monstro mais. Parece uma pequena cobra venenosa. Ao mesmo tempo em que você sabe que você é maior do que ela e pode pisá-la, tem medo que ela acerte o seu ponto fraco, o âmago de todas as suas fraquezas e aí você estará perdido. Mas então não arriscar? Por causa do medo? Não vale a pena ter medo. Arriscar então parece algo ofensivo. Administrar o risco parece mais sensato. Porém menos prazeroso. Vale a pena ser hedonista nessas horas?

Fugir totalmente da rotina. Fazer o que você menos espera, e principalmente, o que o mundo menos espera de você. Loucura para uns. Rotina para outros. A principal questão é que a adrenalina está prestes a explodir pelo seu corpo. O sangue fervendo mais que o magma na boca do vulcão pronto para entrar em erupção. E então você vai. E vai para não mais voltar. Agora não tem mais como voltar. Você olha ao seu redor e ainda não acredita que foi capaz de entrar nessa. Entrar nessa roubada parece um bom complemento para a transitividade indireta aqui. Mas não é uma roubada. Pelo contrário. Você está ganhando uma série de sensações, pensamentos e experiências as quais nunca teve a oportunidade de estar em contato por causa de um simples elemento chamado medo. Mas agora ele não existe mais.



E quando você está no miolo da flor, no cofre do banco, do topo do Everest, você olha pra trás, e não vê mais algo arriscado. Mas você vê algo riscado. Um item. Dois. Uma lista de itens. Mais um. E assim você vai vivendo.



VIVENDO? Qual o sentido dessa frase? E assim você vai sobrevivendo, ou assim você consegue manter sua vida?

Você que escolhe!

Prefere sobreviver arriscando, ou manter uma vida arriscada?

Essa eu prefiro não arriscar. Ainda.

Responsabilidade

Começou. Eu pelo menos já senti um peso ao escrever o título desse texto. Responsabilidade. Um turbilhão de informações, momentos e palavras vem na minha cabeça ao ler essa palavra. É interessante tentar interpretar os meus pensamentos provocados por essa palavra. Um homem de terno. Uma conversa com os pais. Uma folha de papel. Meu apartamento. Quantas coisas. Tudo tem um significado. É mais peculiar analisar o siginificado do primeiro homem de terno. Talvez uma de minhas metas, sendo esse o meu ideal de um profissional de carreira ascendente. Por que então foi a primeira imagem a vir em minha mente? É grande a probabilidade de eu acreditar que somente com responsabilidade alcançarei o objetivo em questão. Mas isso é uma análise superficial. Será que não estou pensando nas minhas responsabilidades de amanhã? Será que estou pensando no futuro? Ao mesmo tempo, logo me recordo de uma conversa com meus pais. Estou retrocedendo? Ou estou descrevendo uma linha do tempo? Meus pais me orientam de tal forma que eu devo ser de tal forma no futuro. Parece algo clichê. Obviamente os pais sempre idealizarão algo para os filhos, muitas vezes que não significa o que os filhos queiram e na estúpida gigante maioria dos casos, não é o rumo que os filhos tomam. Mas quem se importa? Eles claro. E a responsabilidade? Aonde fica? Caminha junto. Ou pelo menos deveria. O conceito de responsabilidade, acredito eu, abrange muito mais do que tarefas, direitos e deveres, e toda aquela coisa quase que catequética que a escola e a família nos transmitem. Acredito que a responsabilidade é quase que um nirvana. Sim, acredito que a responsabilidade seja um estado de espírito. Uma vez alcançada, você passará por uma série de experiências, modificações, prazeres, momentos inigualáveis.

Certo. Depois dessa descrição absurda e desconexa, devo argumentar meu ponto. Creio que uma vez alcançada, é difícil se perder a verdadeira responsabilidade. Isso porque, em um estado de evolução, a responsabilidade é a forma mais evoluída da maturidade. Claro. Sempre existirá a pergunta: quem surgiu primeiro: o ovo ou a galinha? Isso não sabemos. Mais o que sempre saberemos é que do ovo, nasce um ser que cresce e se torna uma galinha. E a galinha permanece galinha. Ela não torna a ser ovo em sua vida. Analogamente, posso dizer que existem pessoas maduras, ainda sem responsabilidade, ao passo que não consigo encontrar pessoas com responsabilidade e que são imaturas. Claro. Meu ponto de vista é o meu ponto de vista. Posso não ter maturidade. Mas, sou responsável pelos meus atos. E textos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ser ou não Ser

Hoje em dia parece ser fácil falar o que é e o que não é clichê. E incrivelmente, utilizando essa figura de linguagem a qual eu não me recordo o nome, ser clichê é muito clichê. Mas foquemos no título. Hamlet não me parece apropriado quando na verdade o principal desse texto deve se tratar a respeito das decisões que tomamos para definir nossas atitudes. Mas então surge uma nova pergunta: por que considerar então uma atitude uma forma de ser? Isso implicaria que a todo momento deveríamos estar de alguma forma agindo em nossas vidas. E sim isto realmente acontece. Tá, parece ser óbvio, mas será que realmente é obvio para nós? Quantas vezes entramos no ócio? Quantas vezes vasculhamos a internet, a TV, algum livro, o celular, e não encontramos nada, absolutamente nada para ocupar o tempo? Foco. Ser definitivo. Ser objetivo. Alguém me ensinou uma dinâmica do auto-conhecimento e dessa forma, aprendi que a minha estrada é reta. Ou seja, tenho objetivos e metas definidas em minha vida. A única questão é a forma como irei alcançá-las. Andando? Esperando que elas venham a mim?


Em uma época de dúvidas, perguntas são baratas. Eu definitivamente esbanjo perguntas. Em tudo.


É engraçado escrever em primeira pessoa e ao mesmo tempo se perguntar se eu realmente devo continuar a fazê-lo. Isso porque, como disse, esbanjo perguntas. Questões fazem bem à saúde, respostas talvez. Mas a dúvida nunca. A dúvida definha, apodrece. Justamente por isso esbanjo perguntas, para logo me livrar das dúvidas. Mas dessa forma, você pensa, terei sempre dúvidas porque se eu aprecio tanto a arte de perguntar... Aí é que está: a maioria das minhas perguntas são as suas respostas. Ser ou não ser uma pergunta? Sim, sempre ser pergunta. Resposta? Talvez. Estou em dúvida.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Siga em frente

A minha vez. Conforme o tempo passa, cada vez mais as minhas responsabilidades surgem como uma carga. Interprete carga da forma que quiser, quer seja ela um peso, quer seja ela uma carga elementar elétrica, de sinal positivo ou negativo. Prefiro a interpretação de que as minhas responsabilidades são apenas conseqüência dos meus atos, pois foram eles que me trouxeram até onde eu cheguei. Dias ruins surgem, dias bons passam. Porém não precisa ser sempre assim, o que quase sempre achamos que será. Mas ficar esperando algo de bom acontecer para celebrar nem sempre pode ser uma boa idéia. Na verdade, o que vale nisso tudo é encontrar forças justamente quando você acha que não as tem! Superação.


Não acredito muito em sorte. Acima de tudo, acredito em Deus. Acredito em preparo e oportunidade. Acredito que a falta de confiança em si mesmo é o primeiro passo para um tropeço. Tropeçar parece assustador, porém, quando se tem a convicção de que existe alguma forma de se levantar, isso compensa qualquer obstáculo. Parece-me que antes de querer tirar as pedras do seu caminho, você deve enxergá-las, encará-las, e se perguntar: se elas estão lá, o que eu estou fazendo aqui? Supere isso! Passe por cima dos seus problemas e siga em frente! Foi enfrentando as pedras que o mar fez a areia! Navegar é preciso, embarque na sua vida e siga em busca da sua própria praia.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Doença



Às vezes eu me pergunto se eu estou doente. E percebo que estou. Independente de quaisquer reflexos sintomáticos e consequências da minha rotina em meu organismo, eu percebo que estou doente. Doente por pertencer a uma sociedade doente. Você logo deve pensar: pronto, vai criticar a sociedade para justificar o seu próprio problema. Na verdade, não farei isso. O que eu consigo ver porém é que eu mesmo quis me expor a este vírus. Eu e mais de seis bilhões de homo sapiens decidimos adentrar para este mundo ao qual não tem mais volta. E na verdade tudo é uma questão de conivência e indiferença. Uma anda lado a lado da outra e juntas elas definharam a humanidade ao longo do tempo. Somos doentes porque não conseguimos agir perante ao mal que acontece a nossa frente. Não! Nós não conseguimos! A única coisa que conseguimos fazer é enganar a nós mesmos, achando que a partir de camisas, movimentos sociais, mobilizações, distribuição de panfletos, nós conseguimos começar uma mudança. Não critico tais atos, pelo contrário! Iniciativas como estas são indubitavelmente necessárias para a melhora da sociedade, todavia, o problema está em nós! Somos doentes tentando curar doentes. Isso nunca dará certo. Estou afirmando que a sociedade tende a se auto-destruir e que tudo terminará mal? Não, não estou dizendo isso. Como mudar? Veja só, o que precisávamos então não era a melhor resposta e sim a melhor pergunta! Mudar é algo que fazemos erroneamente nos dias de hoje! Minha mãe sempre dizia: "Toda e qualquer mudança, para acontecer de verdade, deve ser endógena e não exógena! ". E é justamente o que precisamos perceber! Tentamos provocar uma mudança exógena, fazendo com que elementos de fora do contexto interno de cada pessoa adentrem em cada indivíduo e provoquem nele uma mudança de comportamento! Isso não possui resultados! Devemos começar a partir de nós mesmos!

Todo mundo fala: " Faça a sua parte ".

Mas ninguém fala:

" Primeiro, conhece a ti mesmo, no teu íntimo. "
" Descubra si mesmo. Converse consigo todos os dias. Perceba que você é capaz de mudar a partir dos seus próprios recursos, a partir da sua própria vida! "

Então paremos de nos enganar e percebamos que a chave está dentro de nós, e de mais ninguém! Nós somos capazes de mudar o mundo SIM, porém antes, precisamos mudar o NOSSO próprio mundo. Mas para mudar, precisamos conhecer. Então, para você mudar, você deve conhecer você! E isso meu amigo, é um caminho, que devemos andar com nossas próprias pernas.


Pernas. Bailarina. Tudo a ver com o que acabo de escrever. Por quê?

Quando a bailarina pula, milhares são as mãos aplaudindo, e ela fica entusiasmada com todos se levantando para aplaudir mais. Animada e excitada com todas aquelas pernas se levantando das cadeiras por um único motivo: ela.
Mas o que a bailarina sábia então percebe é que não interessam as pernas que se levantam ou as mãos que aplaudem, e sim as suas duas pernas, que conseguiram ajudá-la a fazer o salto, e suas mãos, que a auxiliaram no equilíbrio. E então ela se anima e se excita, mas agora consigo mesma. E ela sabe , ela sente que isso é um sentimento diferente. Uma felicidade quase que transbordando o seu ser.

O que a bailarina aprende? Que vale muito ser conhecido e ser amado - é uma preciosidade.

Mas que conhecer a amar a si mesmo, não tem preço.




quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mergulhe na vida!



Sugestão antes de ler esse texto: Ponha a sua música favorita, no volume máximo!


Sabe aqueles momentos em que você está muito animado? Tem coisas na vida que a gente simplesmente não pode deixar de aproveitar e eu tenho indubitável certeza que esse é um desses momentos! Uma música, um filme, uma frase, um grito, não importa! Existem certos dias em que apenas uma formiga é a faísca para o foguete carregado de fogos de artifício de felicidade, que aliás de artifical não tem nada! Sentimos na pele! Aquela animação, aquela sensação de esqueci meus problemas e que tudo agora vai dar certo e a vida é uma festa ! Pois então vai lá! Vire a mesa, saia correndo pela rua ensolarada! Mostre sua felicidade pra essas pessoas sem graça que saem pela rua! Grite seu nome e fique feliz por estar aonde você está! Olhe pro céu, veja o azul! Pense que o mundo é só seu! E esse momento é único! Pule! Veja o quanto você alcança! Ame a si mesmo! Olhe no espelho e fale Eu sou Foda! Nós precisamos desses momentos porque sem eles não ganhamos o gás, a vida fica sem graça, monótona, sem diversão, sem ànimo. É igual mergulhar em uma piscina num dia de calor, o melhor momento é quando você pula. Por quê? Porque mesmo sabendo que você vai cair na água refrescante, sempre parece que cada pulo é o primeiro, último e único!


Proteção



Já sentiu aqueles momentos em família que você queria que congelassem? Que pudessem durar a eternidade? Família é algo precioso né? Nós só nos damos conta quando sentimos aquele calor humano, ou também quando sentimos o frio que traz consigo a falta de ter uma família por perto. Sempre é algo maior do que nós mesmos, e algo muito difícil de descrever. É muito mais fácil falar do que é a família em si, do que tentar expressar o sentimento de família, porque o último envolve uma complexidade tamanha que a humanidade não consegue e nunca conseguirá dimensionar. Você pode não falar com nenhum dos seus familiares o dia inteiro, mas no fundo, só o fato de eles estarem em casa, por perto, já possui um significado imensurável. Digo inclusive por experiência própria, quando fui morar sozinho ano passado para cursar a faculdade, eu tinha uma razoável noção de como seria saudade e todo o kit que ela traz consigo. Ingênuo. Quando o assunto é família, nada é razoável. Mas obviamente aprendi a lidar com a situação, de uma maneira ou outra, porque na vida temos que ter jogo de cintura, senão travamos, literalmente. Mas são justamente nessas horas de frio, que percebi que muitas vezes, o amor é presença, é estar perto, e não necessariamente composto de momentos concretos. Muita gente fala que família é base, mas com que base as pessoas falam isso? Falar que família é base é muito fácil, perceber que família é base é difícil, porque a vida, claro, deve ser feita de momentos bons, mas também é composta de momentos ruins e difíceis e eles servem justamente para nos mostrar coisas antes não desvendadas! E assim foi o meu texto sobre família. Razoavelmente simples? É, simples talvez. Razoável, não.


Distorção

Eu faço parte da juventude do Brasil (e já incluído nessa massa e nesse texto) e digo sem a menor dúvida que estamos cada vez mais distorcidos. De verdade, embora eu fiz esse blog para expor o meu eu-crítico e não o meu eu-lírico, devo confessar que isso me deprime. Deprime porque às vezes parece que nós somos muito distorcidos, em todos os sentidos da palavra distorção. Começam em pequenos atos, e entenda o termo pequenos atos também como a falta de pequenos atos. Pequenas atitudes podem construir ou destruir uma vida. Às vezes, eu ia só dar uma olhada no meu orkut e quando eu via, já haviam se passado 3 horas. Ou outras vezes que eu me vejo jogando videogame ou no próprio PC, sem contar as horas no msn... Não estou dizendo aqui que eu deveria estar plantando árvores ou ajudando os necessitados da Somália, mas quero destacar que , enquanto nós jovens gastamos 3 horas no orkut sem fazer absolutamente nada, não conseguimos " gastar " meia hora para ouvir uma história que nossa vó quer contar, ou ao menos 5 minutos de conversa com nossos pais sobre alguma novidade que surgiu. Menos ainda! Não conseguimos gastar dois segundos para desejar bom dia ao porteiro. Por quê? Por que parece estar tudo invertido? E afinal, nós realmente sabemos o que é gastar tempo? Não existem mais regras, nós criamos as nossas próprias regras porque nós jovens vamos dominar o mundo e galáxia será nossa e teremos tudo e todos saberão que somos donos do universo e triiiiiiim, acordamos! Acordemos! Pequenas atitudes fazem a diferença. Quantas vezes eu e você achamos que o dia está uma merda e que nada mais pode piorar? Será que se nós ouvíssemos um bom dia, recebêssemos um sorriso, um abraço, será que continuaríamos pensando da mesma forma naquele dia? Repare! De início, você pode ficar chocado. Logo depois subitamente pode surgir uma raiva, mas rapidamente você vai sentir uma mistura, algo diferente. É uma coisa nova, alguma coisa está acontecendo. Aí é que você deixa de lado toda a visão distorcida do mundo que você tinha antes e começa a ver as coisas como elas realmente são. Meu pai sempre me disse: " Você sempre é parte do problema e parte da solução". Então chegamos a um ponto crucial, qual parte sua você vai escolher? Obviamente, se fôssemos perfeitos, sempre escolheríamos a solução. Mas dessa forma, o mundo não giraria, pois de nada adianta uma solução sem problema. Temos que passar por dificuldades na vida, mas a questão é que não podemos nos tornar a nossa própria dificuldade. Você vê a diferença? Então se eu distorço a minha visão, na verdade eu estou distorcido? Pois é , isso eu não consigo enxergar. Nem eu. E nem eu. Muito menos eu. Mas uma coisa eu consigo ver: que da mesma forma que eu posso achar que as coisas andam contra mim, eu posso também achar que elas andam ao meu favor. Mas para isso eu preciso fazer um favor a mim mesmo. Preciso perceber que são as pequenas atitudes que constroem as grandes. E sempre é assim.

Acho que depois dessa, meu diagnóstico é: louco. Começo a escrever sobre distorção, msn, orkut, e vou parar em pequenas e grandes atitudes? Mas olhando mais a fundo, eu agora consigo perceber! De um pequeno exemplo, (msn, orkut) eu construo uma linha de pensamento que me leva a uma grande reflexão. Agora, imaginem se eu distorço essa linha de pensamento... E assim é que a humanidade anda. Da mesma forma que vendo uma maçã cair Newton descobriu a gravidade, foi vendo um judeu que Hitler pensou nas suas teorias. Distorção? Magina!

Estréia

Tapete vermelho. Flashes. Grandes carros. Belos ternos e longos vestidos. O meu blog estréia e junto dele, uma avalanche de idéias percorre o tapete vermelho. Legaliza a vida? Ah mas isso pode soar bem a la maria huana! Será que não é essa a intenção? Tudo depende do ponto de vista. Com vários pontos de vistas diferentes, constituímos uma massa pensante. Porém dentro dessa massa, encontramos similaridades se pararmos para descobrir os fatos em comum entre os olhares. E a maria huana e a vida tem muito em comum. Não somente porque ambas são viciantes, embora hajam aqueles que dizem que não o são, mas pricipalmente porque a sociedade contemporânea cisma em não legalizá-las. A não-legalização da primeira pode ser visualmente mais fácil de se compreender, entretanto é a segunda que me atrai. A vida certamente hoje em dia não está dentro da lei. Ou melhor, a vida hoje em dia não possui leis. Existe uma Constituição para a vida? Existe então um conjunto de regras que ditam, organizam e julgam a vida contemporânea? Existe um juiz? Pois bem. Então que comecem o julgamento, porque o promotor acaba de chegar.